Roteiro 15 dias no Sul da Itália com valores – Nápoles, Costa Amalfitana, Calábria e Sicília.
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Roteiro 15 dias no Sul da Itália com valores – Nápoles, Costa Amalfitana, Calábria e Sicília.

Quando as pessoas pensam em viajar pela Itália, os primeiros lugares que vêm em mente são as cidades mais famosas: Roma, Veneza, Milão etc. Dessa vez resolvemos propor um caminho diferente, fomos ao sul da Itália, uma região coberta de praias e paisagens incríveis somadas à comida incrível que só a Itália consegue fazer!

Uma viagem pelo sul da Itália era um desejo que eu tinha há bastante tempo. Meu bisavô nasceu na Calábria, e conhecer essa parte da minha história sempre foi uma vontade. E se você veio parar nesse post, é porque você também anda querendo conhecer outras regiões da Itália além do básico, certo?

Então vamos a parte que mais importa, o nosso roteiro! 

Obs: Fizemos uma viagem relativamente rápida, e apesar de amar tudo que fizemos, eu sugiro ficar pelo menos 1 dia a mais em cada lugar, para aproveitar melhor e correr menos. Qualquer outra dúvida vocês podem escrever aqui nos comentários que ajudamos sempre!

Obs 2: A maioria dos lugares possuem uma taxa da cidade que deve ser paga assim que você chegar na sua hospedagem. Normalmente varia entre €1 e €3 euros por pessoa por noite. 

Vamos lá.

Tropea

 

 O roteiro: 

Dia 1 – Chegada em Milão

Dia 2 – Nápoles

Dia 3 – Nápoles

Dia 4 – Costa Amalfitana

Dia 5 – Costa Amalfitana pela manhã, ida a Praia a Mare

Dia 6 – Tropea

Dia 7 – Tropea

Dia 8 – Avola

Dia 9 – Saída de Avola, dirigindo até Scala Dei Turchi, chegando em Trapani

Dia 10 – Favignana

Dia 11 – Favignana

Dia 12 – Favignana pela manhã + ida a Palermo

Dia 13 – Palermo

Dia 14 – Roma

Dia 15 – Roma 

Dia 16 – Volta – Dia de Aeroporto

Antes de explicar o roteiro, vou contar algumas coisas básicas de preparação para essa viagem que fizemos ok? Se você não quiser saber de nada disso, pode descer direto pro roteiro com valores. 

 

1 – Como ir para o Sul da Itália?

Optamos por chegar em Milão apenas porque a passagem estava mais barata por lá. 

Existem outras opções de voos, como por exemplo: Roma. Existe a possibilidade de você ir e voltar por Roma, nós não fizemos isso com Milão porque cada uma de nós foi para outro país depois dessa viagem, então preferimos visitar uma cidade diferente no início e outra diferente no final da viagem da Itália. 

Se você for direto do Brasil (ida e volta) talvez seja melhor ir e voltar pela mesma cidade. Antes de fazer essa compra, pesquise a passagem multidestinos, e veja quanto custa a passagem a partir da última cidade do seu roteiro (Palermo, no nosso caso) até a cidade que seu voo de volta para o Brasil vai sair (No nosso caso, Roma). 

Também optamos começar por Milão, porque a passagem para Nápoles estava mais barata por lá. Nunca se esqueça das suas passagens internas, elas podem encarecer ou baratear uma viagem. 

O que nos leva para o segundo tópico:

2 – Como se locomover pelo sul da Itália

Existem algumas opções de como se locomover por lá: de carro, trem, ônibus ou avião. 

A única opção que não usamos foi o trem porque estava mais caro que as demais quando pesquisamos. 

Vou explicar e dar algumas dicas sobre cada opção, antes disso, quero sugerir dois sites que nos ajudaram muito na pesquisa de como ir de um lugar ao outro e qual a opção mais barata:

 

Rome2Rio – é um ótimo site para saber a média de preço e como ir de um lugar para o outro. Lá, eles mostram as opções de avião, ônibus, trem, média de gasolina, Uber e às vezes até de BláBláCar. 

Omio – muito bom, principalmente na Europa, para comparar preço de passagem, principalmente de trem e ônibus. 

Agora vamos às opções e como usamos cada uma delas:

 

Carro: Usamos o carro a partir do dia que saímos de Nápoles, e devolvemos em Trapani. Não recomendo que dirijam em Nápoles, o trânsito por lá é uma loucura. Também não recomendamos usar carro na costa Amalfitana, perdemos muitas atrações por causa de falta de estacionamento. A opção que sugerimos é usar ônibus ou moto para essa parte da viagem. 

Alugamos o carro pela Rent Cars e acabamos recebendo um Volvo, o que foi ótimo, pois era bem melhor do que esperávamos, mas é um carro um pouco grande para dirigir pela Costa Amalfitana. Nós éramos 4 pessoas com 4 malas, então não podíamos alugar um carro compacto. Fiquem atentos ao tamanho do seu carro.

 

O aluguel do nosso carro foi bem caro porque pegamos um carro automático, maior do que um compacto e que tivesse uma mala grande para comportar toda a bagagem (no total foram 4 malas de mão, contando malas e mochilões). O valor total com o seguro total foi de R$ 1885,38.

Ps: o euro estava em torno de R$4,6 nessa época.

 

Avião: Usamos o avião em duas situações: Milão para Nápoles (que custou 26 euros) e de Palermo para Roma (que custou 24 euros). Essa opção só é mais barata se você estiver viajando apenas com mala de mão. Viajamos pela empresa low cost Ryanair (preste atenção nas taxas, hoje em dia, até a mala de cabine tem taxa extra), e como estávamos todas somente com mala de mão, pagamos a taxa de 6 Euros para levarmos nossas malas na cabine. 

Caso você esteja viajando com uma mala que precise ser despachada, é necessário olhar o valor da taxa de despacho e pensar se vale a pena esse gasto extra. 

Ônibus: Não usamos muitos ônibus pela viagem, somente para ir de Trapani para Palermo, pois já havíamos devolvido nosso carro. O ônibus parte direto do porto de Trapani, o que foi muito vantajoso pois chegamos no porto quando voltamos de Favignana e não precisamos andar nada para pegar o ônibus para Palermo. 

Trem: O trem pode ser uma opção boa para quem não quer ou não pode usar carro. A trenitalia tem muitas rotas de trem que você pode encontrar no site. 

Tropea

3 – Quanto levar em dinheiro para a Itália?

Nós não costumamos comer em lugares chiques, mas também não economizamos MUITO em comida, afinal, a gente acredita que provar da culinária local é uma ótima forma de conhecer um lugar. Calculamos um valor diário de 50 Euros, sem contar com as estadias, mas contando com comida, gasolina, mercado (para café da manhã, e comidinhas durante as horas de estrada), e passagens de ônibus/trem internos. Em alguns dias passamos desse valor e em outros não chegamos nem perto. Almoçamos e jantamos na rua em 98% dos dias e, no meu caso, ainda sobraram 100 euros no final da viagem. No roteiro vocês vão entender melhor esses valores. Tudo vai depender do tipo de viagem você quer fazer, a nossa foi de gasto médio. Para economizar mais, é bom comprar mais comida no mercado, ou então optar por opções de comidas mais baratas, as pizzas costumam ser bem baratas e bem grandes por lá. 

Dica de como procurar lugar para comer: Acabamos descobrindo lugares incríveis para comer quando pesquisamos no google EM ITALIANO. Por exemplo: “Dove mangiare a Napoli?”, o google vai mostrar os posts em italiano, e quem melhor para te dar dicas de onde comer do que os próprios italianos né? Depois de pegar as dicas, eu checava no Trip Advisor a nota do lugar, e se tinha foto do cardápio com valores, para saber se o valor era equivalente ao nosso orçamento. 

 

Agora vamos ao que interessa, nosso roteiro!

 

Dia 1: Chegada em Milão 

Nossa primeira parada foi em Milão, na verdade não vou explicar muito sobre Milão porque já existe um post todinho pra isso, é só clicar aqui. 

Nossa parada em Milão foi estratégica, era o lugar onde as passagens estavam mais baratas, então nos encontramos lá e passeamos só um dia pela cidade, aproveitamos que era final de semana para ir em um dos famosos aperitivos da cidade. Perto do Arco della Pace existem vários aperitivos, é só você escolher o que mais te agradar e ficar. Paramos no Badaboom porque o preço dos drinks estava melhor que os outros lugares. Para quem não sabe, os aperitivos funcionam da seguinte forma: você compra um drink e pode comer o quanto quiser do buffet disponível. Os drinks em Milão custam uma média de 7 a 12 euros, dependendo do lugar. 

Gastos do dia:

Hospedagem: 22 p/ pessoa (88 total) no airbnb (clica aqui pra R$130 de desconto na primeira reserva) 

Alimentação: 12 almoço + €18 aperitivo + €1 água

Gelato: €4,5

Metrô: €1,5 um ticket 

Total do dia: €59 

 

Dia 2: Chegada em Nápoles

O segundo dia começou cedo, pegamos o ônibus na estação Milano Centrale até o aeroporto de Bergamo e de lá voamos para Nápoles. 

Do aeroporto de Nápoles, pegamos um taxi até o centro histórico, onde ficava nosso hostel. 

Ficamos hospedadas no Hostel of the sun, e indicamos muito se você ainda estiver decidindo onde ficar em Nápoles. Uma dica que recebemos quando buscamos hospedagem em Nápoles foi: se você preferir ficar em Airbnb, não fique no centro, lá existem muitos becos e pode ser que seu Airbnb seja em um deles, o que pode não ser muito seguro de andar à noite. Se for se hospedar pelo centro, escolha ficar em hostels ou hotéis, que normalmente ficam em áreas mais movimentadas. Escolhemos ficar num hostel e adoramos a nossa localização e não nos sentimos em perigo em nenhum momento por lá. 

No primeiro dia em Nápoles, andamos um pouco pelo Centro Histórico. Vimos alguns pontos turísticos, como o Obelisco di San Domenico. Comemos em lugares maravilhosos como o Tandem Ragú (recomendamos MUITO, tem até ragú vegetariano), e andamos pela rua cheia de lojinhas perto do restaurante. Nesse dia também provamos nosso gelato favorito da viagem inteira, o Menella (peça o sabor Cremino al Sale), você não vai se arrepender.  Provamos também um doce típico chamado Baba al Rum, que é como se fosse um bolinho, embebido em rum.

Como foi o dia que chegamos, não fizemos tanta coisa além de andar, comer e observar a cidade. 

Gastos do dia:

Ônibus para Aeroporto: €6 

Vôo para Nápoles: €26

Taxi para Hostel: €6,25 por pessoa (€25 total)

Diária do Hostel: €21 por pessoa no quarto privado de 4

Almoço: €12,50

Gelato: €2,5

Baba al rum: €2 

Mercado p/ jantar: €6 por pessoa (€24 total)

Total do dia: €82,25 

 

Dia 3: Nápoles

O terceiro dia foi dia de andar pelos pontos turísticos de Nápoles. Fomos ao Castelo Novo, passamos em frente ao Teatro San Carlo e ao Palácio Real de Nápoles, seguimos para a Praça do Plebiscito e para a Galeria Umberto I (que lembra uma versão menor da Galeria Vittorio Emanuelle de Milão). Tudo isso fica muito pertinho e dá para fazer andando numa manhã. De lá almoçamos uma pizza frita (típica de Nápoles) e uma pizza normal (que vem enrolada num papel), na Pizza a Portafoglio que fica na Via Toledo. 

Nosso hostel tinha várias opções de passeios e decidimos fazer um passeio de caiaque naquela tarde. Seguimos do nosso almoço, passando pelo Castelo do Ovo, para o Bagno Sirena, de onde saia nosso tour, ao lado do Palazzo Donn’Anna. Nosso passeio foi fechado pelo hostel, mas a empresa que fez nosso passeio foi a Kayak Napoli. O passeio foi incrível e recomendamos muito, você vai se surpreender. Voltamos de ônibus e jantamos no hostel, pois era noite de jantar de graça por lá. 

Como pegar ônibus em Nápoles: Para pegar ônibus por lá, você deve ir numa tabacaria e comprar um ticket do ônibus, que custa €1,10 e a duração vem escrita no ticket (acho que é 1h), ou seja, se você precisar pegar 2 transportes em menos de 1h, o ticket é o mesmo. Sempre que você entrar no ônibus, você deve validar seu ticket nas maquininhas que ficam espalhadas pelo transporte. 

Gastos do dia:

Diária do Hostel: €21 por pessoa 

Almoço: €2,35 por pessoa (dividimos 2 pizzas + 2 cocas), ou €9,4 total

Gelato: €2,5

Caiaque: €25 por pessoa

Ônibus de volta: €1,10

Total do dia: €51,95

 

Dia 4: Costa Amalfitana

Fomos para o aeroporto de Napoles com um táxi que chamamos pelo App My taxi (na itália não existe uber x, somente uber black e, somente em Roma e Milão. Em algumas outras cidades você consegue um táxi pelo app My Taxi). Buscamos nosso carro no aeroporto e seguimos para Pompéia. 

Nosso objetivo era nos hospedar na Costa Amalfitana, mas hospedagem na Costa Amalfitana é muito caro (depois descobrimos que existe um Hostel of The Sun em Sorrento também), como estávamos de carro, nos hospedamos em Pompéia e dirigimos para a costa. Como eu já disse, eu não indico fazer o que fizemos, pois na costa Amalfitana quase não existe estacionamento, a estrada é CHEIA de curvas, com uma rua muito estreita que é mão dupla, além disso, os italianos dirigem muito rápido. Nossa sugestão é que você vá de moto ou de ônibus para lá. Outra sugestão é de conhecer Pompéia se for do seu interesse. A cidade tem uma história muito interessante com o vulcão Vesúvio, mas para ser sincera, a maioria de nós não tinha estômago para ver as pessoas carbonizadas no campo arqueológico de lá, então decidimos não fazer esse passeio. 

Começamos nosso passeio por Sorrento, onde provamos uma granita de limão siciliano na estrada, que é uma espécie de raspadinha de gelo com limão siciliano, perfeita para o verão e muito típica do sul da Itália. 

Começamos o dia no Bagni della Regina Giovanna, um lugar que amamos! Uma pequena praia, envolta de pedras, com água cristalina e uma história louca – dizem que a rainha levava seus amantes até a praia para seduzí-los, e para evitar fofocas, os jogava de cima do penhasco, nas pedras. 

É possível atravessar o arco de pedra lindo no fim da pequena praia, e chegar ao mar. Também é possível pular da pedra que forma o Arco no mar, se você quiser uma pequena adrenalina. O mar mediterrâneo na Itália costuma ser muito calmo e sem ondas, o que facilita muito nadar para mais longe sem dificuldade. 

Bagni della Regina Giovanna

Um lugar que não conseguimos visitar por conta da falta de estacionamento foi o Vallone Dei Mulini, que são pequenos prédios embaixo de uma ponte, que foram todos cobertos por plantas e musgos, se tornando uma floresta urbana linda. 

De lá, partimos para Positano, a Búzios da Itália. O estacionamento em Positano é BEM caro, 7 euros por hora. Nós estacionamos no estacionamento Madara, que fica bem próximo da praia. A cidade é linda, cheia de lojinhas, mas se prepare, lá é bem CARO mesmo. Fomos para a praia, e ficamos na parte da areia em que podíamos estender nossas cangas sem pagar pela espreguiçadeira, e a dica de almoço econômico é comer no restaurante Caprici. A pizza enrolada estava muito boa, e com ótimo preço. 

Aproveite e tome um sorbet de limão siciliano DENTRO de um limão siciliano na Collina Bakery. 

Outro lugar que gostaríamos muito de ter ido, mas descobrimos que só seria possível de ônibus é o Fiordo di Furore, uma praia embaixo de um arco/ponte enorme. Para chegar ao Fiordo di Furore, você deve descer nas escadas que ficam na ponte, mas é impossível estacionar ali ou perto dali, então acabamos desistindo de ir nessa praia. 

Gastos do dia:

Taxi para aeroporto: €4 por pessoa (€16 total)

Estadia em Pompéia: €13,5 por pessoa no airbnb (clica aqui pra R$130 de desconto na primeira reserva) 

Pedágio: €0.50 por pessoa (€2 total)

Granita: €1,5

Almoço: €12 

Estacionamentos praia e bagno: €2,75 p pessoa (€11 total)

Mercado: €9 por pessoa (€36 total)

Total do dia: €43,27

Positano

Dia 5: Arco Magno (Praia a Mare/San Nicola Arcella)

Resolvemos aproveitar um pouco mais da praia de Positano pois chegamos nela somente no fim da tarde no dia anterior. Depois de almoçar, partimos para a Calábria, e ficamos hospedadas numa cidade chamada Praia a Mare, somente porque queríamos conhecer uma praia específica, o Arco Magno. Ficamos no Hotel Santo Stefano Club Spa era ótimo e tinha uma piscina ótima, foi super barato e o atendimento foi ótimo, apesar de ser um pouco afastado do centro, a vista era incrível. 

O Arco Magno é uma praia escondidinha, que fica em San Nicola Arcella, a cidade ao lado de Praia a Mare (20min de carro). A praia é mais linda do que qualquer foto que você vai ver, nenhuma sai tão bonita quanto o lugar realmente é, e foi onde sentimos uma energia incrível. Para ver o sol entrando pelo arco, vá no horário do pôr do sol, mas fiquem atentos que a porta de entrada para a trilha fecha às 19h. 

Vista de cima do Arco Magno com três mulheres e um barco na agua em San nicola arcella na itália calabria

Para chegar na praia, você precisa fazer uma pequena trilha, tranquila. Basta estacionar no estacionamento perto do Lido Paradiso, subir as escadas, seguir em frente pela praia, seguir a trilha e subir um caminho de terra, lá de cima você vai ver o arco. O caminho foi tranquilo de chegar, apesar de parecer confuso, é só seguir em frente a partir da escada. 

Aqui está no mapa, o local do estacionamento e onde fica o arco:

 

Para fechar o dia com chave de ouro, comemos num restaurante familiar pequeno, dentro da casa dos donos,chamado Trattoria Ticciabbaca, onde não existia nem menu e vivemos uma das melhores experiências da viagem. Pedimos a entrada e não parava de vir comida, o vinho da casa era uma delícia e o prato principal também. No final, a conta deu 18 euros pra cada, e ainda comemos sobremesa. Pela quantidade e qualidade de comida que comemos, achamos que valeu MUITO à pena. 

Queríamos ter ficado mais um dia para aproveitar a praia em frente a Ilha de Dino, em certas horas, da pra ir andando até a ilha, então fica aí a sugestão para quem ficar mais tempo ou chegar mais cedo por lá. 

 

Gastos do dia:

Estacionamento praia: €5.25 p pessoa (€21 total em positano)

Estadia em Praia a Mare: €22

Gasolina: €15 p pessoa (€60 total)

Almoço: €4,5 (pizza do Caprici em positano)

Estacionamento Arco Magno: €0.5 cada (€2 total)

Jantar: €18

Total do dia: €65.25

 

Dia 6 e 7: Tropea

Partimos de Praia a Mare em direção a Tropea, uma das cidades mais turísticas da Calábria. Decidimos ficar por duas noites lá para aproveitar um pouco mais, eu sugiro que fiquem mais. Nos hospedamos pertinho do centro, no La Suite Tropea e super indicamos.  A cidade é linda, com um paredão enorme de pedra e casas na beira das pedras, de frente para o mar. Para chegar na praia, é necessário descer uma escadaria. A água é cristalina, e a praia cheia de gente, mas nada insuportável. Por lá existem várias atividades que você pode fazer, como Parasailing (55 por pessoa), um tour noturno para ver um vulcão ativo soltando lava (sim, acontece isso por lá), mergulho, tour de barco ou só nadar até a gruta que fica na pedra principal que divide a praia em duas. 

Além disso, a cidade é super fofa, cheia de restaurantes, lojinhas e muita cebola roxa espalhada, que é típica de lá (vale experimentar um prato). Vale também experimentar o vinho Ciró, produzido na Calábria e o Tartufo de Piso, que é uma sobremesa de sorvete recheado com chocolate, típica da cidade ao lado, mas muito vendida em Tropea também. 

Não vou me alongar tanto nos detalhes de Tropea, pois vamos escrever um post mais detalhado da cidade para quem se interessar. 

Gastos dos 2 dias:

Hospedagem: €49.5 p pessoa

Gasolina: €11.5 por pessoa

Almoços: €15 + €4.5

Jantares: €15 + €13

Gelatos + Tartufo: €7

Compras de souvenir + vinho: €15

Total dos 2 dias: €130.5 

 

Dia 8: Avola

Esse foi o dia que saímos da Calabria para chegar na Sicília. Para quem não sabe, a Sicília é uma ilha (lá na pontiiiinha da bota), e você precisa pegar um ferry para chegar até lá. Para isso, dirigimos até Villa San Giovanni, e pegamos o ferry até o Porto de Messina. O ferry custou 38 euros para todas nós + o carro e você pode comprar na hora mesmo, não precisa nem sair do carro. Dirigimos para dentro do ferry e paramos num estacionamento próprio para carros dentro do barco. Todos precisam sair e sentar no andar de cima enquanto o ferry atravessa. O trajeto da Calábria para a Sicília leva no máximo 30min. 

Como foi um dia longo de estrada, paramos em Avola, deixamos nossas coisas no nosso Airbnb (que amamos, o café da manhã de lá é todo feito pela mãe do dono e é delicioso!), e aproveitamos para fazer uma trilha para um lugar que queríamos muito conhecer: o Laghetti di Cavagrande. 

Descobrimos com o dono do nosso Airbnb que a entrada do Laghetti estava fechado há anos, mas as pessoas vão mesmo assim. É só você colocar no google maps que ele cria a rota correta para você, chegando no local onde há um restaurante, você deve pular o portão, por cima das caixas que deixaram no chão para ajudar a passagem. Você vai descer por mais ou menos 2km, mas como as pedras escorregam e não estávamos com sapatos bons para isso, levamos 40min para descer e 1h para subir de volta. Sugerimos que você vá cedo ou a partir de 15h, quando o sol não está mais tão quente. O caminho é longo e sem muitas árvores. 

Chegando lá, nos surpreendemos com um lugar incrível! Água deliciosa, várias áreas do Laghetti são ótimas para nadar. É um lugarzinho escondido incrível no meio da Sicília.

Na volta, tivemos um imprevisto: nosso pneu furou na esquina de casa. Por causa disso acabamos comendo uma das melhores pizzas da viagem na Pizzeria Fuori Binario, por acaso. 

O incidente com o carro nos atrasou um pouco, e no dia seguinte tivemos que ir no aeroporto mais próximo buscar um carro novo porque o nosso não tinha estepe e precisou ser rebocado. 

Gastos do dia (a partir dessa noite, passamos a ser 5 pessoas)

Pedágio: €1 p pessoa

Ferry: €9.5 p pessoa

Estadia: €13.5

Almoço: €5.5 

Pizza do Jantar: €3.6 por pessoa (3 pizzas) (€18 total)

Total do dia: €33.10

 

Dia 9: Trapani, passando pela Scala dei Turchi

Mais um dia de longas horas dirigindo. Seguimos em direção a Trapani, onde devolvemos nosso carro (pois é, o pneu furou 1 dia antes de devolvermos o carro). Antes disso, passamos na Scala dei Turchi, uma praia com falésias brancas em Realmonte. Só chamá-la de praia de falésias brancas não é justo. A praia em si não é nada de mais, mas o paredão gigante e comprido de falésias tão brancas, que até fazem doer um pouco os olhos, é de hipnotizar. Lá, várias pessoas buscam suas fotos perfeitas num dos lugares mais diferentes da Itália. Dizem que o lugar é especialmente lindo no pôr do sol, mas não podíamos esperar. Almoçamos ali em frente à praia e seguimos em direção a Trapani. 

Trapani foi uma parada estratégica porque precisávamos devolver nosso carro e descansar. Nos hospedamos na Casa Trapani, mas se você for ficar mais tempo e não tiver carro, indicamos que fique mais próximo do centro histórico. Aproveitamos a noite para andar no centro histórico e comemos uma comida deliciosa na Caupona Taverna. O lugar avisa que a comida demora um pouco, pois ela é feita na hora, o que a deixou ainda mais gostosa, valeu muito a pena. 

Gastos do dia:

Ônibus para devolver carro: €1,95

Gasolina: €7* por pessoa

Hospedagem: €17 por pessoa

Gelato: €2

Almoço: €10

Jantar: €17

*como nosso pneu furou, pegamos um carro com tanque cheio, por isso pagamos pouco na última gasolina

Total do dia: €52.95

 

Dias 10 e 11: Favignana

Para chegar a Favignana, tivemos que ir até o Porto de Trapani, e aí que a confusão surge. Quando você busca o Porto no google, o mapa sugere outro local. Você deve pesquisar por: Hydrofoil Ferry Terminal Trapani, aí sim você estará no local certo. O ticket para o ferry custa em torno de 11 euros( a volta saiu mais barata, 9 euros) e você compra ali mesmo no guichê da Liberty Lines. 

Em Favignana nos hospedamos num lugar super fofo chamado Residence Favignana, eles tem vários aptos para aluguel, que formam uma pequena vila. 

Lá, sugerimos muito que você alugue uma bicicleta e dê uma volta pela ilha, parando nas praias principais e também aonde quiser, paramos na Punta Longa, Lido Burrone, Cala Azzura e várias outras que decidimos no meio do caminho. A cidade é cheia de locais alugando bicicletas por 5 Euros o dia. Fizemos isso no nosso primeiro dia, e no segundo fechamos um passeio de barco com o Capitan Sinagra, e indicamos MUITO. Foi um dos melhores dias da nossa viagem! O barco é pequeno, vão 12 passageiros, inclui um almoço com vários petiscos típicos de lá e até vinho, além disso o barco sai às 10:30h e volta às 17h, com várias paradas para mergulhar. 

Se você tiver tempo, indicamos muito uma visita a Maretimo e Levanzo. Os tickets do ferry para as ilhas vizinhas podem ser comprados no porto mesmo. Não conseguimos ir por falta de tempo.

Comemos em vários lugares por lá que super indicamos, como a pizza do Pizza Pazza, o mozzareline (uma versão da bolinha de queijo italiana) da Pizzeria Napulè, o arancine e tudo de atum do TunaFishCity, provar peixe espada e atum por lá é quase obrigação se você não é vegetariano. E os doces, indicamos o Canoli do Bar Gelateria Del Corso, a granita de Gelsi do Cafe Mazzini e o gelato da Mama’s Ice cream  e a sobremesa (ou café da manhã) típico da sicília: o brioche com gelato, simmm, um sanduíche de gelato. O mini centrinho é super fofo, e vale a pena andar por ali também. 

Para quem ainda tem dúvidas, vamos explicar o que fazer em Favignana mais detalhadamente em outro post. 

Gastos dos 2 dias:

Ferry: €11

Estadia 2 noites: €70

Compras para café da manhã: €5 por pessoa 

Almoço dia 1: €13

Jantares: €10 (os dois foram pizza)

Gelatos: €4

Bicicleta: €5

Passeio de barco: €35

Total dois dias: €153

 

Dia 12: Manhã em Favignana e ida a Palermo

Amamos tanto Favignana que gostaríamos de ter ficado pelo menos um dia a mais na ilha, para conhecer melhor seus cantinhos, por causa disso, fomos de novo à praia e seguimos para o porto para pegar o ferry de volta a Trapani. No porto mesmo pegamos nosso ônibus para Palermo (compramos pelo site Buscenter)

Como chegamos no fim da tarde em Palermo,  fomos direto jantar, e descobrimos um lugar incrível chamado Ferro di Cavalo. Cheguem cedo pois o lugar lota. A comida de lá foi uma das mais gostosas da viagem inteira, o valor era ótimo e como já dizia no próprio menu, o restaurante é feito por pessoas loucas. Os donos passam dando petiscos para as pessoas, falando português quando descobriram que éramos brasileiras e sendo todos muito loucos e simpáticos. Comi uma berinjela recheada de macarrão e nunca tinha visto isso na minha vida, e aproveitamos também para provar a cassata, típica sobremesa siciliana. 

Gastos do dia:

Hospedagem do dia: €21 por pessoa

Ferry para Trapani: €9

Almoço: €6.5

Ônibus para Palermo: €8

Ônibus do aeroporto para a cidade: €6

Jantar: €9.5

Gelato com Brioche: €3.5

Total do dia: €63.5

 

Dia 13: Palermo

Aproveitamos que tínhamos o dia inteiro para conhecer um pouco do centro histórico de Palermo e passamos na Chiesa de Gesù (ou Igreja de Jesus), uma igreja barroca siciliana muito bonita. Para entrar, você deve pagar 5 euros, acabamos não entrando, mas nossa amiga entrou e disse que valia a pena pela beleza do lugar. 

Também fomos na Praça do Parlamento, onde você encontra os principais pontos turísticos de visita histórica em Palermo: O Palácio Real e a Capela Palatina. Achamos o ticket bem caro: € 12.00. E metade de nós entrou e a outra metade preferiu andar pelas ruas próximas. Palermo é muito famosa pela comida de rua, então decidimos provar várias comidas no nosso último dia por lá: comemos crochè (uma espécie de croquete de batata), a torta Setteveli (que é uma torta de chocolate com 7 camadas), mais Cannoli, mais arancini, e Pezzo di Rosticceria (lembram os salgados que comemos em padaria aqui), num lugar delícia chamado I Cuochini, lá são vendidos vários salgados a quilo. Foi um dia que quase explodimos de tanto comer. Além disso, andamos muito pelas ruas, olhamos as lojinhas de cerâmica e aproveitamos para relaxar um pouco. Jantamos na pizzaria Frida, uma pizza com borda recheada de ricota, muito perfeita. 

Gastos do dia:

Hospedagem: €21 por pessoa

Comidas durante o dia: €15

Jantar: €9

Entrada do palácio: €12

Compras de souvenir e cerâmica: €15

Total do dia: €72

 

 Dias 14 e 15: Roma

Pegamos o ônibus para o aeroporto cedinho, pertinho da nossa casa, e seguimos para Roma. Do aeroporto de Roma pegamos o trem para Trastevere, nosso bairro. 

Também não vou explicar muito o que fizemos por Roma, pois já existe um post aqui.

A nossa sugestão principal é que você conheça Trastevere. É um bairro delicioso de Roma, do outro lado do rio (no verão fica lotado de bares e restaurantes, jogos e lojinhas na beira do rio). O bairro de Trastevere é uma atração por si só, cheio de restaurantes, bares e muitas pessoas durante a noite, o bairro tem vida própria. 

Trastevere

Por lá, indicamos  que você prove o Supplì (do I Supplì), a comida do Antico Moro (eu provei o carbonara e estava surrealmente bom), o gelato da Fata Morgana, e vá beber e comer um aperitivo no Freni e Frizoni

Além disso, se você for fã de nutella como nós, provem o gelato de nutella do Giolitti, perto dos pontos turísticos, e o tiramisú do Pompi

Andar pelas ruas de Roma é um prazer a parte da cidade, não se prenda somente aos pontos turísticos, ande e se perca por essa cidade tão apaixonante. 

Gastos dos 2 dias:

Ônibus para aeroporto de Palermo: €6

Passagem de avião: 24

Trem do aeroporto + tram: €8 + €1.5

Hospedagem: €60 por pessoa

Almoços: €14 + €11

Jantares: €4 + €14

Gelatos: €6.9

Tiramisú: €4

Drinks: €17

Ingresso coliseu: €12

Total dos 2 dias: €182,4 

Aproveitamos e fizemos um vídeo curtinho de um pouco do que foi a delícia de viajar pelo sul desse país tão querido:

Nossa viagem pela Itália acabou por aqui, espero ter inspirado e ajudado um pouco mais vocês no planejamento da sua viagem, e qualquer dúvida é só perguntar que estamos aqui para ajudar!

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