Jalapão – A pérola bruta do Cerrado
Brasil Tocantins

Jalapão – A pérola bruta do Cerrado

Pela bruta estrada de terra que corta o cerrado no parque do Jalapão, estão escondidos tesouros naturais que parecem de outro planeta: dunas cor de ouro vermelho-marte, águas cristalinas de fervedouros e cachoeiras, vistas deslumbrantes de chapadas e um céu que a toda hora arranca suspiros. Destino ideal para quem busca um roteiro de ecoturismo fora do comum para curtir dias longe das cidades grandes e para ser abraçado intensamente por ricas belezas naturais quase intocadas.

Essa maravilha está localizada na região Norte do Brasil, no estado do Tocantins, bem na divisa com os estados da Bahia, Maranhão e Piauí. Os principais pontos turísticos estão entre as cidades de Novo Acordo, Ponte Alta, São Félix e Mateiros que está a cerca de 300km da capital, Palmas.

Serra do Espírito Santo

DICAS

No Jalapão faz calor praticamente o ano inteiro, por isso recomendamos que leve (poucas) roupas claras e leves (as de secagem rápida serão um super adianto também). Além disso, você vai precisar de roupas de banho quase todos os dias. Sapatilhas náuticas são uma opção bem prática para as atividades no geral. Também é interessante levar uma calça e tênis se for fazer uma das trilhas das serras. No inverno, um casaquinho leve dá conta do recado e no período da chuva, um impermeável é perfeito.

Vestimentas da vez: tudo branco, casaco impermeável e chapéu.

 

Dica preciosa: as cachoeiras e fervedouros do Jalapão são nascentes de água, por isso NÃO USE PROTETOR SOLAR E REPELENTE nessas atrações! Vamos ter consciência e cuidar dessas maravilhas! Você pode usar roupas com proteção UV ou cangas para se proteger do sol, conosco funcionou super bem.

A boa notícia: você vai poder se desligar completamente das interwebs. Vai poder tirar uns dias de férias das 34367 mensagens em redes sociais e emails! Não conte com sinal no seu telefone nem com internet (até mesmo nas pousadas o wifi não é certo). A operadora Claro é a que mais funciona, a Vivo em alguns momentos e a Tim não tem sinal mesmo.

Sobre dinheiro, o mais garantido pra não dar bobeira é levar em espécie. Cartão de crédito não é aceito em todos os lugares por lá e caixa eletrônico não é (nada) fácil de achar. R$ 100 por dia é uma base boa para alimentação e outras coisitas.

 

COMO CHEGAR

O aeroporto mais próximo do Jalapão é o de Palmas. O mais recomendado é de lá pegar a estrada e seguir de carro. Um carro com tração nas quatro rodas, tipo 4×4, é indispensável para seguir pelas estradas da região que são de terra e areia. Uma combinação de carro sem tração e motorista sem experiência nesse tipo de estrada pode resultar em atolamento, certeza! Na época da seca ainda tem o agravante do solo ficar mais fofo e dificultar mais a locomoção.

Para maior comodidade e menos risco de perrengues, sugerimos contratar um guia ou fechar um pacote de tour, como acabamos optando. Não somos fãs de excursões. Gostamos muito de montar nossos próprios roteiros e curtir cada uma das atrações no nosso tempo. Mas nesse caso, não poderíamos ter feito escolha melhor! Fechamos com a agência NorteTur, que tem uma equipe super atenciosa e preparada, com 20 anos de experiência no circuito. Lidar com estradas difíceis, com pouca sinalização e sem acesso a sinal de telefone, além de possibilidade alta de atolamento e pneus furados seria, no mínimo, um desafio e tanto se fossemos sozinhos.

Existem várias agências com os mais diversos pacotes de viagem para o Jalapão. Optamos pela NorteTur pelo roteiro ser bem completo. Isso porque não ficamos fixos em uma só cidade, ou seja, íamos seguindo para pousadas próximas a cada grupo de atrações. Com isso, perdíamos pouco tempo de deslocamento.

 

ONDE FICAR

As opções de hospedagem no Jalapão são campings ou pousadas bem simples que se concentram nas principais cidades: Mateiros, Novo Acordo, Ponte Alta e São Félix. Não existem grandes hotéis nem estadias de luxo.

As nossas pousadas já estavam definidas e inclusas no pacote da viagem. Gostamos muito da Pousada Jalapão, na cidade de Mateiros. Super simples, com café da manhã e todas as refeições caprichadas!

 

QUANDO IR E QUANTO TEMPO FICAR

O Jalapão é um destino para o ano inteiro! Independente da época, o calor estará presente, é um fato. O que deve faz diferença na experiência, na verdade, é o período de seca e de chuva. A seca (de maio a setembro), tem o combo céu mais azul e vegetação mais verde. Especialmente no final da seca, entre agosto e setembro, o pôr do sol fica ainda mais lindo, mas a vegetação menos verde. E a grande desvantagem é que a baixa umidade pode ser desconfortável. Com as chuvas, (de outubro a abril) alguns passeios podem ser afetados, mas terá um refresco do calor! Fomos em janeiro, pegamos chuvas quase todos os dias no fim da tarde, mas a programação se manteve. Fazíamos os passeios antes e depois da chuva.

Dia lindo em meio a época chuvosa de Janeiro

Achamos que para curtir por completo todas as atrações, o ideal é ficar de cinco a sete dias viajando, que foi o nosso caso. Um final de semana pode dar conta (com tempo bem contadinho) dos principais pontos. mas achamos o Jalapão tão rico e tão excêntrico que merece mais dias!

 

O QUE FAZER

Vamos listar aqui as experiências que recomendamos fortemente e que nos encantaram mais! Dentre elas, estão os mais populares atrativos, que fazem parte de todos os roteiros de agências e guias.

 

Flutue nos fervedouros do parque

A sensação é indescritível nesses oásis do Cerrado! Os fervedouros são nascentes de rios subterrâneos que formam pequenas piscinas naturais. Têm muita profundidade, mas de forma imperceptível por conta da areia que fica em suspensão na água e por ser impossível de afundar. O motivo é o fenômeno da ressurgência: não importa o seu peso nem quantas vezes você tentar se afundar, a pressão irá te empurrar de volta para cima!

Essas belezas naturais são super sensíveis e especiais. Por isso precisamos ser conscientes e termos alguns cuidados ao visitá-las para preservar o máximo possível e não prejudicar o meio ambiente: como já escrevemos, não usar repelente e protetor solar no mergulho, e não pisar na borda do poço. Além disso, cada fervedouro tem uma capacidade específica para visitantes, sendo permitido nadar ao mesmo tempo entre quatro e dez pessoas.

Você pode conferir do que estamos falando em um dos sete fervedouros abertos à visitação (todos são bem diferentes visualmente e trazem novas sensações, podem acreditar!): Fervedouro do Encontro das águas, Fervedouro do Alecrim, Fervedouro do Rio Sono, Fervedouro dos Buritis, Fervedouro do Buritizinho, Fervedouro do Ceiça, Fervedouro Bela Vista. O valor varia entre R$ 10 e R$ 25 e no caso de pacotes de viagem como foi conosco, já está incluso.

 

Contemple o silêncio nas Dunas do Jalapão

Não há como não suspirar pelo silêncio dourado avermelhado que são as Dunas do Jalapão. Caminhe e depois sente um momento só para contemplar tudo que é esse lugar. As Dunas são obra do processo de erosão da Serra do Espírito Santo e ver o pôr do sol nessas areias é um grande presente. Recomendamos a visita de manhã ou pós chuva para evitar areia quente e ter mais conforto para explorar a região. Além disso, pós chuva deixa as piscinas naturais mais visíveis, dando um ar de oásis.

 

Veja o nascer do sol no topo da Serra do Espírito Santo

Nascer do Sol no topo da Serra do Espírito Santo

A subida é de esforço alto. São muitos e muitos degraus na trilha de mais ou menos 1:30h, fora a parte de levantar de madrugada e pegar a estrada. Mas a recompensa de ver o nascer do sol recarrega todas as suas energias para o resto do dia!

 

Se impressione com a delícia que é o azul da Cachoeira do Formiga

A cor da água da Cachoeira do Formiga é de se apaixonar. A translucidez da água é realmente incrível. Não é exagero falar que parece estar nadando num aquário devido a cor do fundo, troncos lixados pela erosão e pequenos peixes. O segredo é a rocha de calcário no fundo, que dá esse tom de outro mundo! Mergulhar nessas águas no calorzão é bem refrescante (a temperatura é bem confortável). E ainda é possível relaxar em uma piscininha natural bem ao lado da cachoeira. O valor para a atração é  de R$ 20 (já incluso nos pacotes das agências).

 

Relaxe na Prainha do Rio Novo

Prainha do Rio Novo

Uma praia em um dos maiores rios de água potável do mundo, o Rio Novo. Delícia! Dá uma paz absurda só ouvir a água correr e ficar se refrescando ou tomando um banho de sol!

 

Desbrave outras cachoeiras do Jalapão

Cachoeira da Velha

A Cachoeira da Velha e da Cachoeira do Formiga são as mais famosas, mas não para por aí! No caminho de Novo Acordo para Palmas, existe o poço da Cachoeira das Araras, as quedas da Cachoeira do Rio Soninho Pequena. Também a caminho do Jalapão pela estrada TO-030, a Cachoeira da Roncadeira e a Cachoeira do Escorrega Macaco.

 

Se encante pelo grande viveiro e mirante da Pedra Furada

Pedra Furada

A pedra furada também é fruto da erosão e nela vários pássaros encontram abrigo para seus ninhos. Fomos privilegiados de ver um casal de Arara Azul alimentando o filhote bem no momento em que estávamos voltando para o carro. O canto dos pássaros ao entardecer é uma sinfonia muito gostosa! A pedra também é casa para muitas abelhas. O cuidado para não acontecer acidentes é fazer silêncio e não usar repelente, já que o cheiro forte faz com que elas fiquem mais agitadas.

Além de ser abrigo para tantos animais a pedra é um mirante para a grande imensidão do Cerrado! Curtir o fim de tarde por lá é incrível!

 

Sinta toda a energia que circunda o cânion do Sussuapara

Cânion Sussuapara

Esse lugar tem uma áurea toda especial! A luz desenha as rochas ao atravessar as folhas das árvores. Antigamente, esse Cânion era uma rio e hoje tem uma queda d’água surpresa, bem escondida. Nos sentimos com a alma lavada depois de experimentar essa delícia!

 

ONDE COMER

No Jalapão você encontrará aquela comidinha caseira bem simples e muito saborosa! Não há restaurantes com comidas muito elaboradas, mas nas cidades maiores (como Mateiros, Novo Acordo, Ponte Alta e São Félix) você pode encontrar pequenos restaurantes e bares. Fique atento só em alguns casos que é preciso fazer o pedido da comida sob encomenda. Algumas pousadas também oferecem refeições e em várias das atrações existem bares. No mais, é sempre bom estar preparado com lanches na mochila.

No nosso caso, não tivemos que nos preocupar em programar lanches para levar no caminho nem aonde iríamos fazer as refeições. Já estava tudo incluso no pacote da NorteTur.

 

Sorvete de frutas do Cerrado

O que não deixávamos de provar todos os dias (sempre um novo sabor das várias possibilidades), foram os sorvetes artesanais das frutas do cerrado, feitos na região! Estão disponíveis em muitos restaurantes, nas paradas de estrada e em algumas das atrações. Amamos os de puçá, jatobá e buriti. O clássico de milho verde também estava delicioso!

 

COMPRAS

Artesanato de capim dourado

O Capim dourado é um produto exclusivo do Brasil. Todo artesanato feito com essa matéria é baseado nas normas de preservação ambiental. A prática do artesanato começou com técnicas tradicionais e de influência indígena em uma comunidade do Tocantins povoada por ex-escravos e remanescentes de quilombos, a Mumbuca. As peças podem ser compradas em associações e lojas das cidades da região. É uma boa maneira de incentivar o comércio local e levar uma jóia rara da região para casa.

 

CUSTO DA VIAGEM

Recomendamos muito o esquema que fizemos de fechar um pacote com uma agência. Não é preciso de uma super antecedência para organizar tudo, tem pacotes em aberto praticamente o ano inteiro. De acordo com a nossa pesquisa, feita no final de 2017, os preços variam entre R$ 1200 a R$ 3000 para pacotes de dois dias a uma semana. Nisso está incluso geralmente o transporte de Palmas até o Jalapão, todo o deslocamento dentro do parque, hospedagem, refeições, guia e a maioria das entradas das atrações.

Fora isso, precisamos de uma diária em Palmas (Viemos do Rio e o recomendado é chegar um dia antes da data da excursão). É possível encontrar com custos bem razoáveis entre R$ 100,00 e R$ 200,00.

A passagem aérea, se for comprada fora de alta temporada, feriados e etc, pode sair bem em conta dependendo de onde sai. O valor médio para quem vai de Brasília por exemplo pode ser de R$ 250,00 ida e volta. É bom ficar de olho nas promoções!


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